A Família

setembro 15th, 2016 | Posted by Giselle in Arquivo

A problemática dos transtornos alimentares atinge 1% da população feminina entre 18 a 40 anos. Embora não seja exclusividade feminina, essa população é mais acometida que a população masculina.
Cada vez mais garotas e garotos com idade inferior a dez anos apresentam interesse por alimentação light. Muitos imitam os pais, especialmente mães na trajetória de luta contra o peso. Caminhos diversos que vão de períodos de jejum, dietas restritivas e períodos de descontrole promovem modelos inadequados que são involuntariamente seguidos. Os jovens sempre ficam com o que os adultos fazem em detrimento do que dizem.
A atenção ao comportamento alimentar cotidiano é um caminho preventivo para que as disfun ções do comportamento alimentar sejam identificadas. Preocupação demasiada com o peso, insatisfa ção na hora de comprar roupas e de vestir-se. Comparação com amigas, interesse demasiado por leituras voltadas ao tema, escolha excessivamente criteriosa dos alimentos no supermercado, recusa em alimentar-se junto à família, são sinais que sugerem disfunção alimentar. Se não modificados podem se intensificar e se transformar em patologias do comportamento alimentar.
Características de personalidade também podem ser indicativas de atenção, especialmente para a anorexia e bulimia, podendo valer também para a ortorexia. Entre essas características podemos citar comportamento hipersensível, excessivamente preocupado e cauteloso, resistente ás mudanças, e excessivo gosto pela ordem. Impulsividade, desorganização, desmotivação, comportamento extrovertido e preocupação com tendências inovadoras.
Tais traços de comportamento podem favorecer a instalação das patologias do comportamento alimentar.
A convivência pode despertar atenção para as características supracitadas, portanto, podem representar um fator privilegiado da prevenção. Procurar acompanhar o interesse dos jovens, compartilhar refeições, conhecer a turma e os assuntos que lhes interessa, minimizar cobranças em relação à conduta alimentar e a aparência, podem ser ações preventivas.
Valorizar o lazer, o convívio social, a espiritualidade, estimular o prazer por assuntos que transcendem inte resses específicos pela aparência, e desestimular o consumo excessivo, bem como cuidar precocemente da qualidade da auto-estima dos filhos, são ações profiláticas.
Por também serem vítimas das disfunções e transtornos alimentares, muitos adultos não estão prepa rados para ajudar seus filhos ou jovens com os quais se relacionam.
A exemplo de quaisquer patolo gias, a busca por auxílio profissional será tão mais eficaz quanto mais precocemente acontecer. Devemos nos despir da tendência de mini mizar os sinais de inadequação ali mentar como um capricho de adolescentes ou um problema sem maiores conseqüências que o tempo se incumbirá de curar. O tempo estará a favor da cura para os que investem em tratamento e contra aqueles que o negligenciam.

Fonte: Vida e Saúde

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