Nem foi preciso fazer a cirurgia

setembro 15th, 2016 | Posted by Giselle in Arquivo

Candidatos à operação de redução de estômago perdem peso sem precisar do procedimento

Pacientes cariocas que se preparavam para fazer a operação de redução do estômago saíram da fila de espera. Isso porquê eles se surpreenderam com os resultados de uma simples mudança de hábitos.

O tratamento preparatório para a operação, realizado por especialistas do Hospital da Universidade Federal do Rio de Janeiro, surpreendeu a todos. Dos 300 pacientes que esperavam a cirurgia gratuita, 60 desistiram de ser operados.

Eles contaram com a ajuda de nutricionistas, tiveram acompanhamento clínico e psicológico, e começaram a praticar atividades físicas. Com isso, os pacientes perderam em média 25 quilos em um trimestre e desistiram do procedimento cirúrgico de diminuição do estômago.

Essa perda inicial de peso facilitou e motivou os pacientes a tentarem o emagrecimento através de mudanças comportamentais.

Caso o resultado desse tratamento pré-operatório fosse reproduzido em grande escala, só no Rio de Janeiro mais de 8.000 pessoas poderiam evitar a cirurgia. Neste estado estima-se que 40 mil pessoas passarão por este tipo de operação em 2004.

Números do Brasil

Segundo informações da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica, nosso país ocupa a segunda posição no triste ranking dos países que mais realizam o procedimento cirúrgico para controle e perda de peso. Os brasileiros só ficam atrás dos estadunidenses.

Os números sobre a obesidade no Brasil são divergentes e variam de acordo com a entidade, entretanto, estima-se que mais de 40% dos brasileiros, em torno de 70 milhões de pessoas, estão acima do seu peso ideal.

Esse índice dobrou nos últimos 30 anos. 10% dos brasileiros são obesos, possuem 45 quilos ou mais além do seu peso ideal.

É bom lembrar que a cirurgia bariátrica é indicada para obesos mórbidos, ou seja, pessoas que estão 40% acima do peso e correm risco de morrer. Outra indicação serve para os casos onde exista o risco de o paciente desenvolver outras doenças correlatas à obesidade, como diabetes, hipertensão, problemas cardiovasculares e de articulação.

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