Um apelo à vida

setembro 15th, 2016 | Posted by Giselle in Arquivo

O aumento do poder de compra gerou bons efeitos, mas, também, outros tantos que são péssimos. Um deles foi o crescimento desordenado do consumo de alimentos com excesso de gordura, açúcar e colesterol. O retrato do Brasil, hoje, é de uma população com grande número de obesos e, o que é pior, alguns portadores da trágica obesidade mórbida. Isto acontece quando há acúmulo excessivo de gordura, passando dos limites estruturais e físicos do corpo humano. Com tal problema, a incidência de doenças de risco como hipertensão, insuficiência cardíaca, diabetes e vários tipos de câncer aumenta consideravelmente. Para quem sofre deste problema, as soluções são poucas – a última chance para os obesos mórbidos é a chamada cirurgia bariátrica, conhecida vulgarmente como “redução de estômago”. Tal operação, de alto risco, virou alvo de ação conjunta do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público Estadual (MPE). O MPF conseguiu, via liminar, que o Hospital Santa Rita, em Maringá, realize quatro cirurgias bariátricas por mês, através do Sistema Único de Saúde (SUS). A medida também vale para o Hospital Universitário de Maringá, o único da região até agora credenciado para realizar tal operação. Só na cidade do norte paranaense há 344 pessoas esperando por este tipo de intervenção. A ação do Ministério Público reflete um descaso das autoridades competentes. Ainda não se vê a obesidade com a preocupação de outras nações nos Estados Unidos, é uma doença de alto risco como câncer e aids. Aqui, ainda se permite anúncios de alimentos com alto teor de gordura no horário nobre da televisão. E o reflexo é que 66% dos jovens brasileiros estão acima do peso ideal. No todo, mais da metade de nossa população (51%) está obesa. Destes, 3% são obesos mórbidos. Quase cinco milhões de pessoas, muitas delas sem condição de pagar um plano de saúde que o permita fazer um tratamento correto de redução de peso. Enquanto isso, continuam os petiscos, salgadinhos, doces e guloseimas à mão de qualquer um, principalmente das crianças. E a saúde brasileira parece nem se preocupar com isso.

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